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Brasil, Colômbia, Haiti e Honduras recebem prêmio por trabalho contra a malária nas Américas

Seis projetos em municípios no Brasil, Colômbia, Haiti e Honduras receberam o prêmio “Campeões contra a Malária nas Américas” em 2020 por seu trabalho na aplicação de intervenções eficazes e seguras contra a malária durante a pandemia da COVID-19.

Os prêmios foram entregues em um evento para celebrar o Dia da Malária nas Américas nesta quarta-feira (28), organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundação das Nações Unidas e outros parceiros. Vídeos que ilustram cada um dos projetos foram exibidos no fórum, intitulado “Zero malária começa comigo: Lutar contra a COVID-19. Proteger os profissionais de saúde. Acabar com a malária".

Entre os projetos vencedores, dois são do Brasil: municípios de Atalaia do Norte (Amazonas) e Oeiras do Pará (Pará). Também foram premiados municípios na Colômbia (Quibdó), Haiti (LesAnglais e LesIrois) e Honduras (Puerto Lempira).

“Estamos em tempos sem precedentes, mas nosso apoio e compromisso com os esforços globais para a eliminação da malária são mais fortes do que nunca”, afirmou o diretor adjunto da OPAS, Jarbas Barbosa. “É necessária uma ação urgente para colocar a resposta global à malária de volta aos trilhos - e a responsabilidade pelo desafio está nas mãos dos países mais afetados pela doença”, acrescentou.

A malária é uma doença potencialmente fatal causada por parasitas transmitidos às pessoas através da picada de mosquitos infectados. Aproximadamente metade da população mundial corre o risco de contrair malária, especialmente aquelas pessoas que vivem em países de baixa renda. Nas Américas, 132 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para malária.

O tema do Dia da Malária nas Américas 2020 é “Zero malária começa comigo” e destaca a importância dos esforços contínuos contra a malária ao mesmo tempo em que se protege profissionais de saúde durante a pandemia da COVID-19.

Apesar do progresso de alguns países da região na eliminação da doença, como Argentina, El Salvador e Paraguai, e da tendência sustentada de redução da malária de 2005 a 2014, a região das Américas observou um aumento no total número de casos e mortes nos últimos anos.

Entre 2015 e 2018, os casos de malária aumentaram 69% e as mortes aumentaram 111% principalmente devido ao aumento na transmissão e surtos de malária em áreas com complexos desafios sócio-políticos e econômicos. Não está claro quais são os efeitos da pandemia da COVID-19 sobre os casos de malária.

Entre as experiências vencedoras está a do município de Atalaia do Norte, no Amazonas, onde a participação ativa da comunidade combinada com vigilância, controle de vetores, detecção ativa de casos e tratamento ajudaram a combater a malária em uma comunidade com uma grande população indígena. O outro projeto do Brasil, em Oeiras do Pará, recebeu o prêmio por diminuir a carga de malária de 11 mil casos em 2018 para menos de mil casos em 2020 - caindo da terceira maior área endêmica de malária para a 27ª.

Na Colômbia, o município de Quibdo, no departamento de Choco, ganhou o prêmio Campeões contra a Malária por suas "inovações operacionais eficazes para garantir a prestação segura de serviços de saúde em ambientes extremamente desafiadores e entre populações vulneráveis".

No Haiti, dois municípios com alta carga de malária, LesAnglais, departamento de Sud, e LesIrois, Departamento de Grand’Anse, foram nomeados Campeões contra a Malária por seu planejamento eficaz e fortes parcerias usando uma abordagem de trabalhadores de saúde comunitários para reduzir a carga de malária.

O município hondurenho de Puerto Lempira, no departamento de Gracias a Dios, ganhou o prêmio por seus “esforços eficazes na proteção das conquistas para a eliminação da malária em um município antes com alta carga. Todas as experiências premiadas foram reconhecidas pelos esforços em operar sob os desafios contínuos impostos pela pandemia da COVID-19.

Os prêmios foram entregues com base na seleção de um júri presidido por Karen A. Goraleski, CEO da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene.

Os parceiros envolvidos no prêmio Campeões contra a Malária são: OPAS, Fundação das Nações Unidas, Escola de Saúde Pública do MilkenInstitute da Universidade George Washington, Centro de Programas de Comunicação da Universidade Johns Hopkins, Universidade Internacional da Flórida e Sociedade Americana de Medicina e Saúde Tropical.

Da ONU Brasil (29/10/2020)