Indicadores Brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

IBGE e instituições produtoras de informação discutem Agenda 2030 no Distrito Federal

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O presidente do IBGE, Roberto Olinto Ramos, participou, nesta terça-feira (26/09), da abertura do II Encontro de Produtores de Informação visando à Agenda de 2030. O evento, que termina amanhã (27/09), está sendo realizado na sede da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília. O objetivo é avançar na discussão da construção dos indicadores relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Oito entidades representantes da Sociedade Civil integram a Comissão Nacional dos ODS, criada pelo Decreto nº 8.892/2016, com o objetivo de internalizar, difundir e dar transparência ao processo de implementação da Agenda 2030. São 17 grupos de trabalho, cada um relacionado a um objetivo e coordenado por um representante do IBGE. Até amanhã, serão realizadas sessões temáticas sobre cada um deles.

Em seu discurso, Olinto agradeceu a todos os presentes por compartilharem conhecimentos e expectativas sobre a Agenda 2030. “O importante é consolidar as boas práticas: produção de informação coerente, harmonizada, integrada, que possa ser usada sem dificuldades”. Ele enfatizou o papel chave da Comissão dos ODS na implementação da Agenda 2030. “A discussão internacional não foi simples e precisamos pensar nacionalmente. Precisamos da cooperação de todos, pois é uma agenda muito ampla. Meu desejo é que essa reunião seja produtiva”, concluiu.

Além do presidente do IBGE, também participaram da abertura do evento o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Rodrigo Cota, o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo (Segov), Henrique Villa da Costa Ferreira, e o presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Francisco Gaetani.

Gaetani destacou a importância do IBGE na Comissão dos ODS. “O IBGE é uma instituição prestigiosa, que faz parte do Brasil. É importante reforçar o protagonismo do IBGE e da Secretaria de Governo nesse processo. Essa agenda dialoga com tudo o que o país faz. É um trabalho infinito, que ajuda a organizar várias conversas”.

Rodrigo Cota reafirmou a necessidade de compartilhamento das bases de dados e enfatizou o papel da plataforma de análise de dados GovData, lançada pelo Governo Federal, um ambiente por meio do qual os órgãos da administração pública federal poderão acessar bases de dados de diversos órgãos e fazer cruzamentos. Com isso, o MPDG “espera uma melhor identificação do cidadão, uma melhor prestação de serviços, com o mínimo de burocracia, e uma maior eficácia e eficiência na avaliação de políticas e programas públicos”.

“Para trabalhar com os ODS, as instituições precisam sair da caixinha”, afirmou Henrique Villa. Ele, que também é o secretário executivo da comissão, explicou que “não há possibilidade de entrega, se os trabalhos forem individuais. Não há forma de trabalhar, se não for integrada. Esse evento é fundamental porque reúne boa parte dos produtores de informação. O esforço diário do IBGE é fundamental. A comissão tem o privilégio de ter IBGE e o IPEA nas discussões”, finalizou.

 

Da Agência IBGE Notícias (26/9/2017)